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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Da série “detalhes” - O ESGOTAMENTO DA SENSAÇÃO


Fonte: Getty Images

- Encher a barriga de água e ir comer.
- Desistir de escrever, seja lá o que for.
- A desistência em si.
- Dedos enrugados de água.
- Nariz vermelho, de espirro ou de choro.
- Barriga doendo de gargalhar.
- Baba de cachorro.
- Desligar a TV.
- Beijo seguido de beijo.
- Olhar para o teto.
- Briga de segunda.
- Flerte de sexta.
- Infidelidade de sábado.
- Solidão de domingo.

Toda sensação tem sua hora de esgotamento.

Da série “detalhes” - A SENSAÇÃO DO ESGOTAMENTO


Fonte: Getty Images

-Matar a sede de água.
- Dormir em cima de livros ou escritos.
- Barulho de chuveiro.
- Lágrimas de crise de espirro.
- Lágrimas de crise de riso.
- Lágrimas, enfim.
- O olhar inchado do choro.
- Beijo seguido de suspiro.
- Desfalecimento em abraço.
- O sofá e as boas-vindas do cachorro.
- Programa de vendas na madrugada.
- Fim de segunda.
- Começo de sexta.
- Briga de sábado.
- Ressaca de domingo.

Todo esgotamento deixa uma sensação.

sábado, 5 de setembro de 2009

da série "detalhes" - a morte da espera

Fonte: Getty Images

- Luzes apagadas
- Trancar uma porta
- Trocar de roupa
- Lavar pratos
- Abrir uma garrafa de vinho sozinho
- Inseto se debatendo no vidro da janela
- Lençóis novos
- Ler de novo seu livro favorito enquanto saem outros mil lançamentos
- Sair de uma fila
- Trocar o playlist do Ipod
- Chegar num lugar completamente ensopado de chuva
- Desistir do relógio de pulso
- O “Abbey road”
- Carreiras-solo
- Macarrão instantâneo.

da série "detalhes" - a espera da morte

Fonte: Getty Images



- Olhar um horizonte e não pensar em nada
- Bodas
- Aniversário sem bolo
- Velas apagadas
- Casa vazia
- Cuidar de uma árvore
- Cheiro de naftalina em uma roupa
- Ter um passado
- Terminar um diário
- “The sound of silence” ou qualquer blues
- Achar sua história de vida chata
- O “Let it be”
- Comer sem fome
- Desejar estar numa lembrança
- Não mais se importar com opiniões alheias
- Corredores vazios.

sábado, 27 de junho de 2009

da série "detalhes" - vida de experiência


- Conhecer a fundo a maior quantidade possível de olhares.
- Viajar sem destino.
- Raciocínio mais rápido até que o bom-senso
- Aprender línguas e linguagens
- Comer muitos ovos fritos
- Começar muitas coisas sem terminar: ginástica, curso de desenho ou aprender a tocar um instrumento
- Passar pelo rock, punk, alternativo, jazz, MPB, reggae, e se emocionar com Simon and Garfunkel
- Praticar o mal sem saber o que é
- Estudar cinema, alemão ou LIBRAS
- Andar ligeiro e sorridente
- Poupar as suas melhores lágrimas
- Procurar o amor na felicidade e a felicidade no amor
- Fechar os olhos em momentos de lucidez
- Rasgar cartas de quem te magoa
- Ler manuais de instruções
- Cantarolar no chuveiro
- Querer refazer o que foi feito errado (sempre)
- Hedonismo
- Dar continuidade ao que não tem
- Terminar um conceito com ponto final
A vida dura as experiências.

da série "detalhes" - experiência de vida

- Chegar aos oitenta ainda lúcido
- Conhecer muitos lugares mas morar em apenas um
- Ter um sotaque
- Saber fazer algo para comer que seja único e especial.
- Colecionar alguma coisa.
- Ter uma boa discoteca
- Perceber que não existem males necessários, mas, sim, aquilo que é mal se for necessário.
- Ter um filme que por mais que você assista, sempre chore.
- Nunca prender: xixi (dá celulite), lágrima (dá câncer) e um amor (dá solidão).
- Olhar nos olhos de quem se fala
- Rugas de (boa) expressão
- Uma camisa de banda que ainda sirva de pijama
- Caixa de sapato com cartas
- Caixa de ferramentas com algumas chaves que não foram usadas
- Saber de cor uma canção qualquer do Roberto.
- Ainda assustar-se com a maldade
- Buscar ebriedade em prazeres mais duradouros, libertadores e verdadeiros.
- Deixar de julgar fatos e de fatorizar julgamentos.

A experiência dura a vida.

sábado, 6 de dezembro de 2008

da série "detalhes" - A ROTINA DO CANSAÇO


- Problemas estomacais
- Analgésicos
- Válvulas de escape que só aumentam mais ainda as tensões
- Viroses
- Fim de semana que dura apenas 48 horas
- Cheiro de cigarro
- Desaprender o significado da expressão “refeição decente”
- Olheiras
- Antiácido
- Aprender a detestar: domingos à noite, finais de segundas-feiras, terças à tarde e quintas à noite.
- Chuva no asfalto
- Céu sem nuvem
- Goteiras em lugares impossíveis de achar
- Chuveiro queimado
- Televisão no quarto
- Boas-noites distribuídos penosamente
- Pijamas escuros
- Solidão de quarto
- Relógio atrasado

Para quando o cansaço for rotineiro.

da série "detalhes" - O CANSAÇO DA ROTINA


-Piadas de e-mail
-Happy-hours em preto e branco
-Confraternizações com alguma baixaria
-Bons-dias distribuídos mecanicamente
-Fim de semana que dura imensos dois dias
-Conversa de fila
-Música de ônibus
-Café da firma
-Cheiro de álcool típico dos lugares desprovidos de calor humano
-Ar-condicionado
-Calor de asfalto
-William e Fátima
-Solidão de sala de estar
-Comida que enche e não satisfaz
-Cama de casal cheia de espaço
-Despertador

Para quando a rotina for cansativa

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A série de uma não-detalhista

Acho que vou mudar o nome do blog de “quarto” para “confessionário”! Tem sempre algo pessoal envolvendo isso aqui. Nem queria que fosse, mas...

Pois bem, dessa vez, escrevo sobre detalhes. Não!! Não é mais uma das listas às quais vocês estão acostumados... Listas, inclusive, que me renderam elogios, mesmo de pessoas que não deixam seu comentário e endereço pra contato; porém, sei que são bons leitores e freqüentadores desse cantinho aqui...Obrigada! Sempre pensei que um dia a série “detalhes” fosse ter fim por simples falta do que escrever. Mas a cada comentário e sugestão, percebo que ainda há muito a “detalhar” em listas...

Mas a princípio, queria esclarecer que “detalhes” é uma série que não tem a ver comigo, se vocês tomarem ao pé da letra. Não parece, mas eu sou a pessoa mais generalizadora que vocês podem conhecer. Nunca fui atenta a detalhes; eles me passam de forma despercebida, pois sou muito distraída... Esse é um dos motivos pelos quais eu faço listas: para lembrar o que pode me fugir à razão.

As pequenas coisas da vida, os pequenos prazeres nunca foram detalhes para mim, na verdade! Fazem parte do meu dia-dia, assim como ir para a faculdade. Acredito que tudo o que listo na série é muito habitual para mim. Assim como para Arnaldo Antunes, acho que “as coisas têm, peso, volume, tamanho, tempo, forma, cor, densidade, cheiro valor...”. Isso não é detalhe nenhum, queridos. É comum. Se sentirmos que o cheiro de alguma coisa é um detalhe, não é diferencial. É insensibilidade. O cheiro está lá para ser sentido...

Agora: por que o nome da série é “detalhes”? Por um acaso teria o mesmo efeito sobre vocês se tivesse o nome de “série coisas comuns que eu acho que deveriam ser comuns para todos”? Foi impossível escapar desse termo... É acessível, direto e todo mundo entende...

Bem, no fim, tudo isso é para esclarecer de vez que eu não sou uma detalhista. Detesto esse tipo de rótulo. Detalhistas são metódicos, chatos, organizados, racionais e chatos outra vez. Então, deixo uma pergunta pra vocês pensarem a respeito: o que é o detalhe perto da sensibilidade das minúcias?

Um detalhe pode ir muito além do hábito. Mas nunca vai alcançar a plenitude de quem é sensível. Um detalhe, para mim, continua sendo um detalhe.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

da série "detalhes" - A EXPRESSÃO DA FELICIDADE


- Fazer as pazes e ir dormir tranqüilo
- Sorrir para o espelho de manhã
- O olhar cúmplice de depois do amor
- Dançar sem nenhuma vergonha a música favorita (dentro do seu quarto, claro...)
- Engolir o vento que sopra na frente da cidade
- Bolhas de sabão
- A liberdade do pára-quedista
- O aroma de vida que têm os bebês
- O gosto de fermento fresco que tem o pão que a minha avó faz
- Os intermináveis mantras de “My sweet lord”
- As ruguinhas dos cantos dos olhos azuis de Chico Buarque
- As cores das jujubas
- A obra inteira dos Beatles*
- Afinidade logo de cara
- Canções da infância
- Definitivamente, o “Yellow Submarine”
- Início do show da sua vida

Expressões de felicidade podem ser mais longas que a própria felicidade.

* Citar Beatles em uma lista é tão cretino... Parece um tanto simplório, mas espero que entendam que esta foi uma tentativa de incluí-los e registrá-los em tudo o que faço cada vez mais...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

da série "detalhes"- A FELICIDADE EXPRESSA


- Ganhar uma discussão
- Uma dose a mais
- Barriga cheia
- Acordar com o despertador, perceber que é feriado e voltar a dormir
- Cheiro de Vick Vaporub
- Gosto de uva artificial
- O musical final de “Grease”
- O último dia da menstruação
- Os vocais do Beach Boys em “God only knows”
- Achar várias jujubas vermelhas num pacote só
- Barulho de fritura
- Banho frio ao meio-dia em Macapá.
- Cheiro de açaí novo
- Achar algo que havia se perdido quando se está procurando outro algo
- O sorriso inconsciente do recém-nascido
- Paixão de verdade
- Fim de um filme bom
- Orgasmo

Felicidades expressas são mais curtas que a felicidade.

domingo, 28 de setembro de 2008

da série "detalhes" - A DOUÇURA DO IRRITANTE



- Acordar com canto de pássaros
- Sussurro da pessoa amada perguntando se você está dormindo quando, na verdade, está pegando no sono
- Vozes de : mãe irritada, John Lennon, Marcelo Camelo, Bob Dylan e Vanessa da Mata
- Receber um tapinha nas costas depois de um abraço
- O queijo derretido da pizza
- Soluço de neném
- Cócegas
- Estourar plástico-bolha
- Não conseguir jogar fora papéis acumulados pelo tempo (de extratos bancários a bilhetes fofinhos)
- Barulho de chuva na calha
- Gato miando
- Aquele barulho de gelo triturando na boca
- Talheres batendo em almoço de domingo
- Estômago roncando
- Sua avó mostrando fotos antigas suas para visita
- Minha avó repetindo as mesmas histórias
- Dormir de luz acesa
- Justificar qualquer falha com flores nas mãos
- Encontrar um amigo que só fala de amor e solidão em tardes de domingo

Certas coisas irritantes têm um fundo de doçura.

da série "detalhes" - O IRRITANTE DA DOÇURA


- Enjôo
- Balas que grudam nos dentes
- Abraço forçado pelas convenções, de meio corpo
- Ouvinte compreensivo demais
- Sandy
- Casamentos
- Cachorro carente
- Algodão-doce
- Cafunés
- Aqueles dois beijinhos que te dão ao te cumprimentar
- Sentimento de pena
- O olhar de Paul McCartney
- Vestidos floridos
- Crianças artistas
- Cheiro de baunilha
- Voz macia em palavras rudes
- Choro baixo
- Sorrisos demais (verdades de menos)
- Aeromoças

Certas doçuras são no fundo irritantes.

sábado, 9 de agosto de 2008

O crescimento do aprendizado


- Entender que o erro sempre é uma falha. O resto é romantismo.
- Serenidade vem em qualquer idade.
- Menos nem sempre é mais. Porém, o mais SEMPRE será mais.
- Julgamento de valores é válido quando se tem filhos, sim.
- Convivência com animais (em todos os sentidos).
- Saber que nem sempre ser distraído é sinônimo de estar além.
- Discos de vinil.
- Remédios caseiros.
- Cheiro de chuva.
- Conversar com crianças.
- Deixar os mais velhos falarem.
- Evitar conversas adultas demais.
- Conhecer pelo menos uma pessoa por inteiro.
- Mudar de opinião.
- Economizar, mas nunca deixar de usar a frieza.
- Aprender que nem tudo está nos livros.
- Perceber que ler é uma experiência pessoal. Compartilha-se apenas se quiser.
- Já escrever, não.

O aprendizado sempre pode crescer.

O aprendizado do crescimento


- Ficar longe de tomadas.
- Se dar conta de que os palhaços não têm a menor graça.
- Apreciar os benefícios da mentira.
- Descobrir que seus pais já experimentaram: maconha, porres homéricos, beijo gay.
- Pior: descobrir que eles não são mais virgens.
- Correr e perceber que o corpo não tem mais 10 anos de idade.
- Comer e perceber que o corpo não tem mais 10 anos de idade.
- Aborrecer-se com chuva ao invés de ter medo ou vontade de tomar banho nela.
- Dormir no escuro.
- Ver o banho como necessidade.
- Ter nojo de lama.
- Conhecer a nostalgia.
- Ser louco pra namorar e descobrir que também pode ser uma roubada.
- Contatos imediatos na faculdade.
- Ser apresentado ao conceito de “tudo é relativo”.
- Amizades verdadeiras.
- Aperfeiçoamento infinito de ser humano sem nunca chegar à perfeição.
- Decepcionar-se.
- Decepcionar.

Crescer pode ser puro aprendizado.

domingo, 3 de agosto de 2008

da série "detalhes"- O CHATO DA SOLIDÃO


- Não some mesmo em multidões.
- Cama cheia, coração vazio.
- Barulho de trânsito.
- Monólogos.
- Dieta de segunda-feira: nunca mais beber, fumar, praticar exercícios, quem sabe um grande amor e consumo de carboidratos complexos (aquela bobagem de arroz e pão integral...)
- Cinzeiro cheio
- Whisky barato.
- Cantadas baratas.
- Auto-estima de borracha.
- Comida pronta.
- “O diário de Bridget Jones” (1 e 2) ou qualquer comédia romântica, com direito a pipoca, brigadeiro, guaraná e vodka.
- Adriana Calcanhoto e todas as suas músicas.
- Insistência alheia para você “baixar o nível de exigência”
- Teimosia sua de não aceitar conselhos.
- Debochar da própria condição.
- Na pior das hipóteses, aceitar a própria condição.
- Tomar café com Renato Machado
- Dormir com o Jô Soares.
- Não sair de casa sem as palavras de Ana Maria Braga.
- Terreno fértil da carência.
- Escrever em blogs.

Toda solidão é incorrigivelmente chata.

da série "detalhes"- A SOLIDÃO DO CHATO


- A certeza de que a insônia é um mal universal, por isso ,sempre telefonar pra conversar de madrugada.
- Maltratar os outros porque não faz sexo há meses.
- Item anterior quando se é chefe de uma repartição qualquer da vida.
- Silêncio sempre ensurdecedor.
- Adriana Calcanhoto e aquela música terrível do “Buchecha sem Claudinho”
- Sobriedade em barzinhos.
- Autoconfiança de papel.
- Auto-suficiência de araque.
- Mudança de hábitos antigos para manias insuportáveis.
- Dieta eterna: corrida matinal, morrer saudável, nada de apegos, nada de carboidratos ou sensibilidade.
- Debochar do parceiro alheio.
- Debochar do romantismo alheio.
- Debochar da vida social alheia.
- Debochar, enfim.
- Acreditar na máxima “antes só que mal acompanhado” por falta de máximas.
- Gatos de estimação.
- Morar só.
- Comida chinesa/italiana/ tailandesa.
- A certeza de que os amigos sempre estão vivendo em sua função.
- Ter amigos bastante “ocupados”.
- Não ser convidado pra nada com a desculpa de que “acho que você não iria curtir...”.
- Estar solteiro por opção.

Todo chato é um solitário incorrigível.

domingo, 27 de julho de 2008

da série "detalhes" - MENTIRA DE AMOR


- Não fere.
- Faz bem para a pele.
- Noites incríveis.
- Nunca tem amigos, sai sempre sozinho.
- Ama tudo o que você veste, faz ou diz.
- Te quer feliz, todos os dias.
- “Você tem razão...”
- Adora seu irmão implicante.
- Deixa como herdeiros a raiva, a decepção e uma criança que não é sua.
- Acha você bom de cama.
- Diz que não vive sem você.
- Vive com você.
- Faz você largar os vícios e, quando some, te deixa sem mais nada.
- Lágrimas de crocodilo.
- Motivo pelo qual solitários desistem do amor verdadeiro.
- Aos amores de mentira, prato cheio.
- Os melhores cafés da manhã você toma nessa época.
- Proposta irrecusável para levar um amor adiante.
- Amnésia alcoólica.
- Dor de cabeça conveniente.
- É feia quando vem dos outros.
- É linda quando é pra salvar uma história de amor.
- É trágica quando é descoberta.
- Necessária.
- Dispensável.

Mentira de amor não dói. Mas não sara.

da série "detalhes" - AMOR DE MENTIRA


- Leva dois amores de mentira para passear; um no sábado e outro no domingo.
- Diz que vai sair com “amigos”.
- Dorme com os “amigos” que sai.
- Detesta sua roupa mais bonita.
- No fundo, prefere ser feliz a te fazer se sentir melhor.
- Não gosta da sua família.
- Sua mãe adora e quer que vocês casem.
- Deixa como herdeiros a saudade, os gêmeos ilusão e desilusão e uma criança de pais separados.
- Se perfuma pra sair sem você.
- Diz que não vive sem seu amor.
- Vive sem seu amor (e muito bem).
- Te deixa vícios diversos (inclusive o próprio).
- Lágrimas.
- Um alívio para os solitários.
- Os melhores pijamas do mundo você usa nessa época.
- É beleza que se põe à mesa.
- Promessas de resto da vida.
- Um amigo sempre avisa: “Toma cuidado...”
- Você nunca ama de mentira.
- Você precisa.
- Você viveu ou viverá; foi ou será.

Amor de mentira dói. Mas sara

sexta-feira, 18 de julho de 2008

da série "detalhes"- O BELO DO RIDÍCULO


- Olhos inchados de manhã.
- Mau-humor três vezes na semana.
- Mudança de cabelereiro.
- Um presente da vó que pode ter ficado meio largo.
- Tropeçar nos pés.
- Item anterior na praça de alimentação de um Shopping sábado á noite.
- Roupas íntimas antigas.
- Nariz vermelho de espirro.
- Gagueira.
- Festa à fantasia (onde o único fantasiado é... adivinha?).
- Air Supply.
- Chaplin.
- Roberto Carlos.
- Cheiro de lavanda.
- Camisola de bolinhas com furo no sovaco.
- Qualquer blusa com furo no sovaco.
- Cofrinho aparecendo.
- Cabelos desgrenhados pelo travesseiro.
- Maquiagem demais, sombrancelhas demais.
- Maquiagem de menos, sombrancelhas de menos.
- Ter duas camisetas favoritas e antigas.
- Ter dois amigos favoritos e antigos.
- Virgindade por exclusão social.
- Promiscuidade por tentativa de inclusão social.
- Solitude de sábado à noite.
- Vazio de domingo.
- Rotina.

Isso é que dá não querer ser RIDÍCULO.